sou cafona, tenho um blog

/ domingo, março 06, 2022 /

E gostaria de voltar a escrever em diário, diga-se de passagem.

Escrevo pra descobrir, porque sinto, pra vazar. E fazia muito tempo que não pegava com gosto um papel e uma caneta. Ah, doce aroma! Eu mal lembrava como era minha letra, a dor no mindinho e a leveza de vomitar palavras com as mãos.

Talvez tenha me inspirado no nascer do sol (foto abaixo). Ou talvez tenha sido a necessidade de externar a dor da partida. O que é, na real, pouco importa, né? Aconteceu.


Sugestão de playlist: Radio Balsa ✶

conteúdo negro importa

/ sexta-feira, junho 19, 2020 /
E sempre importou.
Sempre vai importar.
Sempre.

Nas últimas semanas, diante de todas as manifestações #blacklivesmatter, me vi mergulhada em conteúdo produzido por autoras, compositores, artistas e inúmeros, incontáveis, inspiradores talentos.

Não fiz nenhum post #BlackoutTuesday, mas fiz uma listona de todo esse conteúdo foda, de pretos e pretas que tão fazendo acontecer há um tempão, desde que o mundo é mundo.

Para acessar a lista, basta clicar na imagem abaixo. E caso tenha algum conteúdo para indicar, por favor, comente na própria lista.

10 álbuns que me influenciaram

/ sábado, maio 23, 2020 /
O ano é 2020, mas me marcaram num desafio no Facebook e quis participar. A proposta era de compartilhar 10 álbuns que influenciaram e definiram meu gosto pela música. Sem explicações ou reviews, apenas a capa dos discos.


Esse desafio me instigou a ouvir todos esses álbuns, de cabo a rabo, e fiz o exercício árduo de escolher uma música de cada.

Ex-Factor - The Miseducation of Lauryn Hill (1998)


Bohemian Rhapsody - A Night at the Opera (1975)


From The Inside - Meteora (2003)


Everlong - The Colour and the Shape (1997)


Corazon Espinado - Supernatural (1999)


Starman - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)


Ten Long Years - Riding with the King (2000)


1979 - Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995)


A Praieira - Da Lama ao Caos (1994)


Menina Mulher da Pele Preta - A Tábua de Esmeralda (1974)


Óbvio que com o tempo fui lembrando de vááários outros álbuns que me influenciaram pra caramba, mas beleza, taí o exercício de ouvir todos de novo e de novo.

becoming

/ terça-feira, maio 19, 2020 /
Logo eu, que não sou fã de biografia - muito menos de autobiografias -, caí nessa aí. E um tombo nunca valeu tão à pena.


Becoming descreve muito sobre ela, sobre sua perspectiva não só como a 46.ª primeira-dama dos Estados Unidos, mas como mãe, mulher, negra, filha, irmã e ser humano em construção.

E depois de me encantar ainda mais com Michele, Netflix me fez o favor de lançar o documentário. Então, assim, a sequência é livro e documentário, ok? Ok.

dá uma vontade danada

/ domingo, maio 10, 2020 /
De não existir para o resto do mundo, não dá?

Noite passada eu tive um sonho e nele eu meio que era famosa. Que pesadelo seria! Eu tenho pavor só de pensar na possibilidade. O anonimato, a solidão, o silêncio... tudo isso faz parte de um combo que me reorganiza, me conforta. Eu, honestamente, não sei o que seria de mim sem isso.

Doido é pensar nisso enquanto está todo mundo querendo sair de suas casas e fazer festa por aí, né? Mas eu também quero isso. A minha sorte é também apreciar ainda mais toda essa reclusão.
O que ouvia enquanto escrevia: https://www.youtube.com/watch?v=eEXvNzgfnVU&fbclid.

em resumo, é isso

/ quinta-feira, abril 30, 2020 /
De pensar que eu tava com esse post engasgado no rascunho... Antes mesmo de voltar pra terapia... Poxa...

ah, Tribal...

/ quarta-feira, março 25, 2020 /

Cabô.
Cabô comigo e com tudo o que eu tinha quando te conheci, Tribal.
Mas foi bom pra gente.

colé, rildy

/ domingo, outubro 27, 2019 /
Minha linha de Vênus num passa no Rio de Janeiro à toa.

Sabe, eu sempre quis conhecer o Rio de Janeiro, mas nunca me dei à oportunidade. Até que, inicialmente por conta da paixão pela astrologia (alô, Claudia Lisboa), rolou uns dias de folga no trabalho pra fazer um curso lá. E que viagem divertida! O Rildy é mágico. 

Passado o siricutico de conhecer o Rio de Janeiro, agora ficou o de voltar ao menos uma vez ao ano. 

lute como uma garota

/ sexta-feira, outubro 26, 2018 /

A Thami resumiu bem o que rolou. Mas nesse dia eu só me lembro de não ter dormido, de ter ficado indignada, de me ver na obrigação de fazer algo. E fiz, junto com essas mulheres inspiradoras.

Eu quase perdi o emprego por ter passado a tarde indo atrás de produzir as camisetas? Talvez. Mas a Sofia - e a gente - precisava muito disso.

para todos os desconhecidos que já me amaram

/ quinta-feira, setembro 27, 2018 /
A internet é mesmo uma farsa, não é? A internet e essa farsa que é tornar acessível o amor e a atenção das pessoas.


Quem são essas pessoas? Por onde andam e como vivem? E por que um dia me amaram?

Ficam aqui os questionamentos.

há quantas histórias de/sobre mulheres?

/ quarta-feira, janeiro 03, 2018 /
Esses dias, conversando com uma amiga, lembrei de uma matéria do El País (essa aqui) sobre uma menina contando quando decidiu passar um ano apenas lendo livros escritos por mulheres. Eu, que ironicamente antes da faculdade costumava ler um livro atrás do outro, fiquei me perguntando quantos livros escritos por mulheres eu lia por ano e decidi fazer o mesmo que a moça em questão.

É o que também quero fazer com filmes (não necessariamente dirigidos por mulheres, mas que tivessem histórias sobre alguma mulher ou sobre a condição feminina de determinados pontos de vista). Para este ano, pretendo contabilizar [no final do ano] os livros e filmes que decidi ler ou assistir.

E já tenho dois livros na lista.



Uma amiga acabou de ler As Boas Mulheres da China, da Xinran é diz ser realmente maravilhoso. Xinran é uma jornalista chinesa que colheu depoimentos de mulheres diversas pela China durante quase 10 anos. E, apesar de ser sobre mulheres chinesas submetidas a um governo autoritário, ditador e violento, algumas histórias casariam muito bem com as condições de mulheres em vários outros lugares do mundo e aqui no Brasil. É pra refletir mesmo sobre tudo o que acontece ao nosso redor, como nos colocamos como mulher perante a sociedade, como vemos e tratamos outras mulheres. E também em como caminhamos devagar nesse assunto, em como mudamos tão pouco desde que o livro foi escrito.


Entrei despretensiosamente na livraria (nunca, né?) e achei Mulheres Que Correm Com os Lobos na estante. Ele sempre tá em falta, então foi um super achado. Esse livro é um clássico, já vi muita gente lendo e indicando. Inclusive, dei de presente pra minha sogra, mas já pensando em pedir emprestado. O livro de 500 páginas foi escrito pela psicanalista estadunidense Clarissa Pinkola Estés e interpreta contos e lendas sob um perspectiva junguiana, chegando a definições do instinto mais natural da Mulher Selvagem. A autora gosta de comparar as mulheres às lobas e a partir dessa ótica vai abordando e afirmando em cada capítulo, após apresentar um conto, os pontos mais intrigantes e às vezes confusos da psique feminina. Interessante, não?

É preciso refletir muito sobre, pensar e sentir. E esses dois livros são belas dicas de como começar. Indico demais.
*

o que me tornei

/ /
Eu sou quem quer que você pense que eu sou, porque isso depende de você. Se você olhar para mim num vazio total, eu serei de uma maneira. Se olhar para mim com ideias na mente, essas ideias vão me colorir. Se se aproximar de mim com preconceito, então serei de outra maneira.

Eu sou apenas um espelho.
A sua face será refletida nele.
Assim, depende da maneira como me olha.

Eu desapareci completamente; portanto, não posso impor a você quem sou. Nada tenho para impor. Existe apenas um vácuo, um espelho. Agora você tem completa liberdade. Se quiser realmente saber quem sou, você precisa estar tão absolutamente vazio quanto eu. Desse modo, dois espelhos estarão um diante do outro, e só o vazio será refletido. Um vazio infinito será refletido: dois espelhos se olhando.

Mas se existir em você alguma ideia, então você verá sua própria ideia em mim.


OSHO

Eartha Kitt sobre amor e compromisso

/ terça-feira, janeiro 24, 2017 /
Primeiro, vou falar um pouquinho sobre ela.

Eartha Mae Keith nasceu em uma fazenda no estado da Carolina do Sul. Iniciou sua carreira artística como dançarina, mas também foi uma notável cantora de jazz, conhecida por sua voz sensual.


Mas, como grande fã de HQ, foi pelo seu papel de Mulher Gato que cheguei até essa maravilhosa. Eartha interpretou a segunda Mulher Gato no seriado Batman durante a década de 60, personagem que assumiu depois que a atriz Julie Newmar abandonou a série. E, olha, não foi fácil, já que a Mulher Gato Negra não agradou os fãs na época.

Foi indicada a vários prêmios de renome, mas, depois de se posicionar, durante um almoço na Casa Branca, contra a guerra do Vietnã, Eartha decidiu direcionar sua carreira para fora dos Estados Unidos.

Tinha personalidade, falava e fazia o que acreditava ser o melhor para ela, pois era livre.


Kitt chegou a ser chamada de "a mulher mais excitante do mundo" por Orson Welles (criador de Citizen Kane), mas passou a maior parte da vida solteira. Um problema? Não, com certeza não.

From the 1982 documentary "All by Myself: The Eartha Kitt Story". Veja legendado.

Mulher apaixonante, excêntrica. Sua risada perversa, sua confiança, sua paixão e amor pela vida são inspiração.

o discurso de Angela Davis na Women’s March

/ segunda-feira, janeiro 23, 2017 /
No dia 21 de janeiro, centenas de milhares de mulheres mobilizaram-se em diversos países na Women’s March, por justiça social, direitos iguais e contra o avanço conservador no mundo sintetizado na figura de Donald Trump, agora Presidente dos Estados Unidos.

Abaixo, a tradução do discurso de Angela Davis, filósofa e feminista negra. Um dos mais marcantes de toda a Women’s March.

‘No human being is illegal.’ Photograph: Theo Wargo/Getty Images

"Em um momento histórico desafiador, vamos nos lembrar que nós somos centenas de Women's March On Washington foto: the mercury news milhares, milhões de mulheres, transgêneros, homens e jovens que estão aqui na Marcha das Mulheres. Nós representamos forças poderosas de mudança que estão determinadas a impedir as culturas moribundas do racismo e do hetero-patriarcado de levantar-se novamente.

Nós reconhecemos que somos agentes coletivos da história e que a história não pode ser apagada como páginas da Internet. Sabemos que esta tarde nos reunimos em terras indígenas e seguimos a liderança dos povos originários que, apesar da massiva violência genocida, nunca renunciaram a luta pela terra, pela água, pela cultura e pelo seu povo. Nós saudamos hoje, especialmente, o Standing Rock Sioux.

A luta por liberdade dos negros, que moldaram a natureza deste país, não pode ser apagada com a varredela de uma mão. Nós não podemos esquecer que vidas negras importam. Este é um país ancorado na escravidão e no colonialismo, o que significa, para o bem ou para o mal, a real história de imigração e escravização. Espalhar a xenofobia, lançar acusações de assassinato e estupro e construir um muro não apagarão a história.

Nenhum ser humano é ilegal!

A luta para salvar o planeta, interromper as mudanças climáticas, para garantir acesso a água das terras do Standing Rock Sioux, à Flint, Michigan, a Cisjordânia e Gaza. A luta para salvar nossa flora e fauna, para salvar o ar – este é o ponto zero da luta por justiça social. Esta é uma Marcha das Mulheres e ela representa a promessa de um feminismo contra o pernicioso poder da violência do Estado. E um feminismo inclusivo e interseccional que convoca todos nós a resistência contra o racismo, a islamofobia, ao anti-semitismo, a misoginia e a exploração capitalista.

Sim, nós saudamos o ‘Fight for 15’. Dedicamos nós mesmas para a resistência coletiva. Resistência aos bilionários exploradores hipotecários e gentrificadores. Resistência a privatização do sistema de Saúde. Resistência aos ataques contra muçulmanos e imigrantes. Resistência aos ataques contra as pessoas com deficiência. Resistência a violência do Estado perpetrada pela polícia e através da indústria do complexo prisional. Resistência a violência de gênero institucional e doméstica, especialmente contra mulheres trans negras.

Direitos das mulheres são direitos humanos em todo o planeta. E é por isso que nós dizemos ‘Liberdade e Justiça para a Palestina!’. Nós celebramos a iminente libertação de Chelsea Manning e Oscar Lopez Rivera. Mas também dizemos ‘Liberdade para Leonard Peltier! Liberdade para Mumia Abu-Jamal! Liberdade para Assata Shakur!’ Nos próximos meses e anos nós estamos convocadas a intensificar nossas demandas por justiça social e nos tornarmos mais militantes em nossa defesa das populações vulneráveis. Aqueles que ainda defendem a supremacia masculina branca e hetero-patriarcal devem ter cuidado! Os próximos 1459 dias da gestão Trump serão 1459 dias de resistência: Resistência nas ruas, nas escolas, no trabalho, resistência em nossa arte e em nossa música.

Este é só o começo. E para terminar, as palavras da inimitável Ella Baker: ‘Nós, que acreditamos na Liberdade, não podemos descansar até que ela seja alcançada!’.

Veja mais em: The Guardian e NY Times.

o metrô de Nova York

/ segunda-feira, outubro 03, 2016 /
Nova York foi a capital da cultura urbana nos anos 70 e 80, definindo tendências e deixando sua marca no mundo. A cidade continua desenvolvendo suas influências criativas, mas muita coisa mudou desde então.

Martha Cooper, uma fotojornalista nascida em Baltimore, hoje com 73 anos, ficou conhecida por capturar o trabalho de artistas de graffiti durante as madrugadas nas grandes cidades -- e muito antes de Banksy entrar em cena. E, assim como ela, vários outros fotógrafos documentaram a cultura urbana rica em graffiti e estilo, bem como a criminalidade e a violência, permitindo apreciarmos uma versão mais antiga e corajosa de Nova York, que até parece não existir mais.


Quem aí topa uma garimpada nas estações de São Paulo? #partiufotografar

ah, bahia...

/ segunda-feira, agosto 24, 2015 /
Eu até queria compartilhar aqui a minha história de amor pela Bahia, mas não consigo. Então: visitem a Bahia. Conheçam o Brasil. Sério, de verdade. A Chapada Diamantina é verdadeiramente encantadora. É tudo lindo. A Bahia é linda.








+ fotos dessa viagem incrível.