o jogo do "pior eu"

/ quinta-feira, outubro 13, 2016 /
A gente passa grande parte da vida grande parte mesmo sem notar as coisas que fazemos no automático. O jogo do "pior eu" é um exemplo.

O “pior eu” me foi apresentado por sei-lá-quem, numa dessas conversar de mesa de bar. É simples e, honestamente, basta um pouco mais de atenção para ver que todos nós jogamos diariamente, seja num bate papo entre amigos, conhecidos de trabalho ou parentes. Sem muitos esforços, rapidamente detectamos o  seu protagonismo nas conversas.

Tá, tá. Vou explicar melhor como o "pior eu" funciona.

Se você comenta que está com fome porque já almoçou há mais de cinco horas, haverá sempre alguém que falará “Pior eu que não comi nada até agora. Sabe, minha última refeição foi ontem à noite”.

“Estou muito cansado hoje”. Jogue essa bomba que o “pior eu” virá de todos os lados. Eu garanto! Alguém vai dizer que está há 20 dias de plantão na redação, dobrou o horário ou dormiu 2 horas na última noite por causa de um trabalho da pós graduação ou qualquer outro. Caso esteja sem tempo, sinto muito, não foi dessa vez. Alguém contará dos 890 cursos que faz todo fim de semana, da faculdade de manhã, estágio à tarde, reuniões à noite, psicólogo, compromissos , entrevistas...

Não vê a hora de ter férias? Calma, lá vem o “pior eu”. Ele não tira férias há 7 anos. Não vê a sua família há muito tempo? Ah, isso não é nada! E pior: isso ainda é dito com um mix de tristeza e orgulho.

É estranho. De repente a gente olha para o lado e percebe que estamos disputando quem está mais cansado, quem tem menos tempo para a família, quem não vai à praia há mais meses, quem passa mais horas no ônibus, quem se alimenta pior, quem está com mais dor nas costas.

Se você ganha todos os prêmios acima, parabéns! Você acaba de ganhar o “pior eu”.

Pior para você.

o metrô de Nova York

/ segunda-feira, outubro 03, 2016 /
Nova York foi a capital da cultura urbana nos anos 70 e 80, definindo tendências e deixando sua marca no mundo. A cidade continua desenvolvendo suas influências criativas, mas muita coisa mudou desde então.

Martha Cooper, uma fotojornalista nascida em Baltimore, hoje com 73 anos, ficou conhecida por capturar o trabalho de artistas de graffiti durante as madrugadas nas grandes cidades -- e muito antes de Banksy entrar em cena. E, assim como ela, vários outros fotógrafos documentaram a cultura urbana rica em graffiti e estilo, bem como a criminalidade e a violência, permitindo apreciarmos uma versão mais antiga e corajosa de Nova York, que até parece não existir mais.


Quem aí topa uma garimpada nas estações de São Paulo? #partiufotografar