meia noite na paulista

/ terça-feira, dezembro 23, 2014 /
Esse roteiro não foi escrito por Woody Allen, mas não deixa de ser um tanto nonsense. Adoro fazer o que eu chamo de "passeios imediáticos", aqueles que a gente tem vontade de fazer a qualquer hora do dia para qualquer lugar. O destino? Avenida Paulista, o melhor lugar de SP!







guerra e paz

/ terça-feira, setembro 09, 2014 /
Hoje, Leo Tolstoy completaria 186 anos. Na história de Guerra e Paz, o autor desenvolve uma teoria em que o livre arbítrio se perderia e as pessoas estariam presas ao determinismo histórico. Me admira todo esse pacifismo e tais ideias que influenciaram grandes admiradores, como Gandhi.

E embora seja uma data para comemorar a existência de um grande e admirável escritor russo, quero falar sobre as coisas que ainda me fazem acreditar que existe paz em meio tanta guerra.

"Perca" 10 minutos do seu dia vendo o vídeo (abaixo) e entenda melhor o que eu quero dizer.


Clique aqui para assistir com legenda em português.

mafaldezas

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Meu amor pela Mafalda começou no colégio, onde não cansei de ver inúmeras tirinhas da pequena notável em minhas aulas de práticas de redação. E como já não parece ser mais novidades, elas sempre me encantaram (e entediavam o resto da sala, obviamente). Esse amor também passou pela época do vestibular e continua firme e forte, obrigada.



Por essas e por outras é que mantenho a disposição em colecionar tirinhas lá no MAFALDEZAS, lugar que encontrei para compartilhar o meu prazer em acompanhar as críticas e suas colocações da pequena. E mesmo sabendo que não há alguém que não conheça Mafalda (né?!), aqui vai um breve resumo de seu perfil:


Mafalda – personagem principal da tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quina – é uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa (eu amo!) e adora os Beatles (argh!) e o desenho Pica-Pau (nosso ponto em comum). Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada do mundo em comparação com os outros personagens. As aventuras de Mafalda foram narradas em três veículos: Primera Plana, El Mundo e Siete Días Illustrados.

Eu acho superinteressante a forma como usam um personagem para dar voz às críticas de um país. No caso de Mafalda – criada na Argentina, vale ressaltar – a menina criada no contexto histórico como Pós-Guerra Fria, enfrentou a ditadura militar de seu país para falar de censura, feminismo, crises econômicas e política internacional, expressando suas ideias sobre um mundo recém-globalizado, integralmente capitalista, no qual o comunismo está quase [totalmente] ausente. Virou um dos símbolos dos anos 70.

Só para vocês terem uma ideia: em 1970, na Espanha, o ditador Franco ordenou que a editora colocasse na capa uma tarja com os dizeres "Somente para adultos".


O tio Quino deixou de escrever novas histórias com a Mafalda em 1973. Vários leitores o acusaram de "matar" a garotinha, mas ele se defendeu dizendo que o sucesso da personagem até hoje prova que ela ainda está viva. Ela só voltou a aparecer em 1977, numa campanha do Unicef (o Fundo das Nações Unidas para a Infância) para divulgar a Declaração dos Direitos das Crianças.

Como não amar essa que é a melhor criação argentina de todos os tempos?


Confira minhas páginas dedicadas à essa lindeza:
FCABEOOK - fb.com/mafaldezas

chulove

/ domingo, agosto 31, 2014 /

Eu adoro dias chuvosos - inclusive aqueles em que eu tenho que sair de casa, pegar um ônibus, um trem, metrô, helicóptero e uma balsa para chegar até o trabalho. Claro que não tem nada melhor do que dormir com aquele barulhinho delícia de chuva, mas, mesmo com todos esses percalços que tenho que enfrentar durante a semana, a chuva me inspira.


Chuva é amor. Então chove, por favor. 

the women's moto exhibit

/ quinta-feira, agosto 14, 2014 /
O Women's Moto Exhibit nada mais é do que uma galeria itinerante de mulheres reais que andam de motoca por aí. O projeto foi criado pela fotografa Lanakila MacNaughton - que nasceu e vive em Portland, cidade no noroeste dos Estados Unidos. As fotos são feitas com o objetivo de conectar as mulheres de diferentes cidades e países, criando um forte senso de comunidade entre as motociclistas apaixonadas.

Lanakila conta que sua obsessão por motocicletas decolou quando o See See Motorcycles - um café/moto garagem/loja de peças criada por Thor Drake e George Kassapakis - abriu em Portland. Segundo a fotografa, o lugar abriu seus olhos para o mundo das duas rodas e a motivou a comprar sua primeira moto: uma Honda 250, vermelha, de 1982.

women motorcycles 740x729 The Womens Motorcycle Exhibition by Lanakila MacNaughton

women motorcycle 3 740x729 The Womens Motorcycle Exhibition by Lanakila MacNaughton






É uma foto mais incrível que a outra, impossível destacar a favorita! Também curtiu?

o dia em que eu pisei no amor...

/ terça-feira, agosto 12, 2014 /
Outro dia, eu pisei num coração na escada rolante - quando estava atravessando um túnel para ir ao banco, do outro lado da grande avenida. Dizem que ele sempre está em todos os lugares, mas eu demorei até percebê-lo. Eu fiquei aflita por pisar no coração desconhecido, sério. Também reparei que as outras pessoas que passavam nem o notavam, tadinho, quase sempre imperceptível. Agora eu entendi o a importância de manter livre o lado direito da escada (e o esquerdo do peito): para enxergar além e notar o que está em nosso caminho. É... Talvez, o mal das pessoas esteja nessa linha tênue entre enxergar e pisar naquilo que se vê.


pensando pensamentos

/ segunda-feira, agosto 11, 2014 /
Todos os dias, milhares de fan pages surgem no Facebook com o intuito de afetar os usuários e interagir através de conteúdos cada vez mais irrelevantes e realmente próximos do que vivemos no nosso dia a dia. E como eu passo grande parte do dia "caçando" coisas no Facebook (êta job difícil, há!), esses dias eu conheci a Pensando Pensamentos, uma página entre o design e o vocabulário liberal do âmago, que tem como objetivo divulgar aqueles pensamentos que você gostaria que todo mundo soubesse que você pensa. Bom, pelo menos é esse o conceito (LEIA-SE: o que descreve a page).


onde está Momo?

/ sexta-feira, abril 18, 2014 /
O designer gráfico Andrew Knapp ganhou espaço (e meus likes) na internet nos últimos tempos. Ele e seu belo border collie Momo criaram uma série de fotos que faz

Momo não é bem como outros cães - quando ele corre para pegar algo, em vez de devolvê-lo, ele se esconde. Então, Knapp começou a tirar fotos com o objetivo de encontrarmos Momo. No início, era para interagir apenas com seus sobrinhos e sobrinhas, mas não foram os únicos que gostaram da ideia e, quando ele postou as fotos no Instagram, a repercussão foi surpreendente. Agora, Momo tem seu próprio blog (Go, Find Momo), onde Knapp compartilha fotos de seu astuto companheiro. Knapp também aproveitou o embalo para lançar um livro de suas fotografias de Momo, que pode ser encontrado na Amazon.

Algumas das fotos são apenas para diversão, mas em alguns deles, Momo parece mesmo ter encontrado um bom esconderijo. E o mais frustrante é que ele, muitas vezes, "se esconde" na sua cara!

 
 
 
 

o melhor de Banksy

/ terça-feira, março 04, 2014 /
Banksy se chama Robin Banks e nasceu em Bristol em 28 de julho de 1973, de acordo com o tabloide inglês Daily Mail, mas ninguém conseguiu comprovar. Foi pelas ações explicitamente políticas, como pintar painéis irônicos no lado palestino do muro que separa a Cisjordânia de Israel e plantar o guantanamero na Disney, que Banksy virou "o cara". Mais especificamente, o cara que corria da polícia e agora vendia quadros para celebridades, e, artistas como Damien Hirst, Christina Aguilera, Brad Pitt e Angelina Jolie estão entre seus admiradores.

Como fã de street art, mal posso compilar as melhores obras e intervenções feitas por Banksy. Mas separei alguns dos principais graffitis que estão espalhados por NY e região.

Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
 Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In
Better Out Than In


Aproveitando o gancho, deixei pra assistir o filme Exit Through the Gift Shop, dirigido por Banksy, e que concorreu ao Oscar de melhor documentário em 2011.

Direção: Banksy. Paranoid Pictures, 2010.

a espera

/ quarta-feira, fevereiro 19, 2014 /
Hoje eu estava irritada quando, atrasada, peguei um ônibus pra faculdade. Sentei na frente, já sofrendo por saber que iria pegar a "Sra. Fila" na secretaria da faculdade...

O motorista do ônibus puxou papo, até parecia ler meus pensamentos quando perguntou se estava indo resolver alguma coisa na faculdade. Começamos a conversar e logo me esqueci de sofrer por antecedência. Ele falava do orgulho que tinha com os filhos, que acordavam cedo e passavam o dia fora de casa, estudando em período integral, a fim de conseguirem uma bolsa de estudo. Não sei como chegamos nesse assunto, mas sei que aquilo o fizera transbordar de orgulho e satisfação. Me contagiou. Falamos também sobre as profissões de "hoje em dia", e ele me dizia o que fizera por um bom tempo de sua vida: era técnico de refrigerador. Me explicou como trabalhava, com uma riqueza de detalhes (e emoções) tão grande, que nem a Wikipedia não é capaz de descrever. Ele cumprimentava alegremente todos os passageiros, e pude contar nos dedos àqueles que retribuíram com o mesmo entusiasmo. Até que entrou uma senhora que, gentilmente, deu-lhe uma pêra. O motorista agradeceu, surpreso e, com os olhos marejados, me disse: É POR ISSO QUE AMO O QUE FAÇO.

Mal sabe ele o quanto sua humildade e aquele papo me fizeram sentir [bem] melhor.


the conditioned - o condicionado

/ sábado, fevereiro 08, 2014 /
Esse post será bem mais do que um informativo sobre algo que está gerando assunto na web. Trata-se de um saudoso relato.


Há 6 anos atrás fui convidada a participar de um projeto social na igreja que frequentava uma família de amigos - que, inclusive, devo muitíssimo pelas diversas oportunidades de crescimento pessoal. Nunca havia participado de nada parecido, embora sempre tive muita vontade de saber como é feito um trabalho social. Isso aconteceu em meados de dezembro, quase janeiro. Era época de Natal. Fui com meu tio e esses amigos da família, e me lembro muito bem de todo o entusiasmo que sentia em participar de cada passo do processo: separar brinquedos que seriam doados à crianças que viviam na rua, preparar marmitas para distribuir às famílias, sacolas plásticas com produtos de higiene pessoal e, principalmente, boa vontade. Saímos à rua e eu mal podia para quieta, tamanha curiosidade e ansiedade. Nos dividimos em um grupos, e permaneci no carro que guiava os demais pelas ruas do centro, zona sul e oeste de São Paulo.

Corri com as crianças, abracei desconhecidos, fui abraçada, me surpreendi com o bom humor e educação de muitos (sim, muitos) moradores de rua. Tive uma poderosa e gratificante aula de humanidade. Foi vivendo aquilo que pude perceber que a minha realidade não está concentrada em viver uma rotina "padronizada". Foi ali que eu comecei a acordar, de fato.

Chegamos à zona oeste de São Paulo. Região do Alto da Lapa.
Conhecemos o verdadeiro Poeta (ou Profeta, como alguns outros também chamavam).

Seriedade e introspecção o define. Era um homem de poucas e boas palavras, realmente aparentava estar ali por muito tempo. Anos. Era engraçado mas não sorria, falava bem mas não "parecia", era poeta e todos viam. Fez um poema para cada um que se aproximava. Fui dar-lhe algo para comer e, oportunamente, perguntar seu nome e puxar assunto. Poeta, se apresentou o homem. Me fez um poema que falava sobre porcos. Eu ri, claro. Agradeci e confesso que no momento não entendi o que tudo aquilo poderia significar, talvez pela pouca idade e pelo pouco conhecimento de vida - que ali começara a ter. Vi todos à minha volta fazendo inúmeras perguntas, realmente indignados com aquela situação. Era impossível imaginar alguém tão culto e firme nas palavras estar ali, vivendo em meio ao caos da grande cidade, literalmente em meio à cidade cinza, sozinho. (Como se todos nós não estivéssemos vivendo assim, sem ao menos perceber.) Cantou, declamou e me surpreendeu, em muitos sentidos.

O Poeta não foi o único que me causou comoção, muito pelo contrário, todos ali me fizeram sentir algo diferente. 


O vídeo acima foi feito pelo Facebook, em comemoração aos 10 anos da rede social. A ideia do Tio Mark (e sua equipe) foi lançar 10 curta-documentários com incríveis histórias de conexão humana. Todas elas, é claro, auxiliadas pela rede social.

Eis que me deparo com um dos responsáveis pelo meu despertar: Raimundo Arruda, o Poeta.


Vi muitas pessoas compartilhando o vídeo, assim como fazendo comentário de quão emocionante é, mas nunca conseguiria associar a pessoa à imagem que se tornara. Após ver o vídeo e reconhecê-lo, lágrimas não só de emoção, mas de saudade. Sim, saudade. Saudade do sentimento de gratidão e paz que me habitou durante todo àquele dia em que estive correndo entre becos e "lugares de risco", procurando pessoas que não precisavam dizer que estavam precisando de ajuda, apoio, simplesmente atenção. Saudade de fazer algo mais, saudade de me sentir plenamente completa.

Confesso que o vídeo me atingiu em cheio. E no momento certo. (O que foi isso, hein Tio Mark?!) E, mais do que comoção, a história do Poeta transpassa ESPERANÇA - não só de uma vida melhor [como está sendo pra ele], mas de renascimento para todos nós.

Mesmo que não saibam, sou eternamente grata por todos os poetas que conheci aquele dia, responsáveis por provocar o despertar dos meus olhos para com esse mundo.

um post-it por dia

/ quinta-feira, fevereiro 06, 2014 /
Quem nunca rabiscou o seu Post-It durante uma reunião? Quem não tem Post-It colado no monitor do computador para não esquecer algo importante? E por que não tornar isso divertido, hein?

O projeto Um Post-it Por Dia, que pelo nome já dá para entender o conceito, começou de uma maneira bem simples. Com a pretensão de brincar com uma colega do trabalho (é brincs - já te considero pacas, Paulinha), descrevi suas características num Post-it. Pronto. Foi o suficiente pra galera gostar da ideia a incentivar outros Post-its decorados.