"tell lie vision"

/ quarta-feira, janeiro 09, 2013 /
Momento propício para abordar esse tema, não?! Para começar, gostaria de solicitar aos leitores dessa postagem que, por gentileza, analisem com atenção todo o contexto como uma observação/crítica, o que não elimina a possibilidade de haver exceções. Cuidado com a distorção cognitiva.

Há tempos que a televisão e a mídia, em geral, tem tornado o seu conteúdo especialmente comercial. Isso já acontecia, está acontecendo e vai continuar tomando amplitudes cada vez maiores.
Assim como tudo na vida — e me refiro à TODOS os "setores" da vida , temos à nossa disposição todas as informações do Universo, expostas, livres, para que possamos explorá-las a qualquer momento.

Pois bem.

Agora, devido a inclusão digital, o intenso contato com as redes sociais vem dando lugar à divulgação de críticas públicas e, principalmente, às reclamações. Mas será que isso realmente influencia em algo?
O que vivemos e os assuntos pelos quais nos interessamos, são fatores que influenciam em nossas escolhas e em quem nos tornamos. Sim, isso é um fato incontestável. Mas, de todo modo, não podemos definir alguém como burro unicamente porque assiste reality show; nem taxar como um gênio aquele que assiste filme cult. Todos são inteligentes quando cada um vive sua vida.

A verdade é que muita gente fala mal como uma forma de posar de inteligente, sempre depreciando quem assiste determinados programas, ou seja, fala mal mas não com o objetivo de fazer refletir sobre a baixa qualidade da TV e sim com pretensões egoístas; reclamam de um programa de televisão X da emissora Y, como se não fosse mais um programa como muitos outros por aí: ruim. É possível ver vários compartilhamentos pelo fim de determinado programa, pelo julgamento idiota que fazem com pessoas que assistem programa "X", até mesmo pessoas que bloqueiam o assunto e ficam irritadas com tanta "porcaria". Pessoalmente me incomoda sim gente que fica reclamando de quem fala sobre Big Brother Brasil*, por exemplo, nas redes sociais. E me incomoda ainda mais quem ameaça excluir pessoas, porque isso trata-se fortemente de uma reclamação inútil. Pois acredite: o que realmente importa é o que você (assim como qualquer indivíduo) absorve de cada informação, e o que se faz com o conteúdo adquirido.
Cada um tem seus assuntos de interesse e se você acha que não vale a pena ter as postagens de alguma pessoa na sua timeline você a desassina e pronto. Essa dica também vale para todo e qualquer outro tipo de assunto. Afinal, a gente sempre vai ler sobre coisas que não gostamos ou que não nos interessa. Basta ignorar. Qual a dificuldade?

O mais curioso é que, geralmente, a massa critica programa "X" mas dificilmente faz o mesmo com outros programas e mídias que vinculam humor chulo, estereótipos a respeito de raça, orientação sexual, religiosa, séries de besteirol americanas, machistas e homofóbicas, ou que banaliza o assédio sexual de maneira apelativa e ofensiva (isso sem citar o show de promoções das pseudo-indulgências e da terrível mendicância e enganação de algumas denominações religiosas, ao vivo, na televisão). Essas pessoas não fazem mobilizações para acabar com outros programas e do mesmo nível de conversação. E para esse tipo de "atitude" eu costumo dar o nome de: hipocrisia.

Talvez a maioria das pessoas esquecem o tamanho da televisão mal feita que assistem. Infelizmente, parece que a hipocrisia está se tornando o novo "pretinho básico" nas redes sociais. Contudo, eu espero mesmo que essas manifestações sejam reflexo de uma preocupação sincera com a qualidade da programação televisa.

1 COMENTÁRIOS:

{ Nina } on: 10 de janeiro de 2013 01:11 disse...

Eu já fui uma dessas intelectuais chatíssimas que falava mal do BBB nas redes sociais. Atualmente, comento o programa em tom de bom humor. Apenas. Após treze anos da existência disso, já não vale mais à pena debater acerca da intelectualidade ou falta do mesmo entre os participantes. Para mim, o BBB é um programa de humor. E comento rindo muito mesmo.
Abraços.

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