o papel da mulher na sociedade, por Anne Frank

/ terça-feira, janeiro 08, 2013 /
Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Berben-Belsen, Março de 1945) foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela se tornou mundialmente famosa com a publicação póstuma de se diário, no qual escrevia as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.


Vale a pena a leitura de um trecho desse livro fantástico de Anne Frank sobre o papel da mulher na sociedade:

"Umas das muitas perguntas que me incomodam é por que as mulheres eram vistas, e ainda são, como inferiores aos homens. (...) Aparentemente os homens dominam as mulheres desde o início por causa da força física; (...) Até bem pouco tempo, as mulheres aceitavam isso em silêncio (...). Ainda bem que a educação, o trabalho e o progresso abriram os olhos das mulheres. (...) Muitas pessoas (...) percebem agora como é errado tolerar essa situação por tanto tempo. As mulheres modernas querem o direito de ser completamente independentes. Mas não é só isso. As mulheres devem ser respeitadas também! Falando em termos gerais, os homens são mais valorizados em todas as partes do mundo; então por que as mulheres não devem ter sua cota de respeito? Soldados e heróis de guerra são homenageados e condecorados, exploradores recebem fama imortal, mártires são reverenciados, mas quantas pessoas veem as mulheres também como soldados?
No livro 'Men Against Death', fiquei chocada com o fato de que somente com o parto a mulher costuma sofrer mais dor, doenças e infortúnios do que qualquer herói de guerra. E o que ela recebe por suportar toda essa dor? É jogada para o lado quando é desfigurada pelos partos, os filhos logo vão embora, a beleza desaparece. As mulheres, que sofrem e suportam a dor para garantir a continuação de toda a raça humana, seriam soldados muito corajosos do que todos aquelas heróis falastrões lutadores pela liberdade postos juntos. Não quero sugerir que as mulheres devam parar de ter filhos; pelo contrário, a natureza lhes deu essa tarefa, e é assim que deve ser. O que condeno é nosso sistema de valores e os homens que não reconhecem como é grande, difícil, mas lindo, o papel da mulher na sociedade. (...) Para os homens é fácil falar - eles não suportam nem terão de suportar os fardos da mulher.
Acredito que, no correr do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará e abrirá caminho para o respeito e a admiração a todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas."
Anne Frank —, trecho de "O Diário de Anne Frank", publicado em 1947"
 
O ponto não é pregar a superioridade da mulher, mas, sim, lutar e exigir por igualdade entre os gêneros, entre as raças, entre as gerações. Pois todo e qualquer ser humano deve ser respeitado e valorizado de maneira justa e igualitária. Anne Frank, com pouca idade mas com muita atitude, com certeza foi e ainda é um exemplo para as mulheres. Um exemplo de vida, um belo exemplo de como ser humano/a.

2 COMENTÁRIOS:

{ Marina } on: 8 de janeiro de 2013 21:58 disse...

Gabriela, você já pensou em participar do Desafio Literário? Acho que você ia gostar.

Sobre Anne Frank: li o livro quando tinha uns 14 anos e sei que a versão disponível atualmente é mais completa do que a que era disponibilizada na época. Até onde eu sei o pai da Anne foi liberando alguns trechos mais polêmicos e íntimos aos poucos e atualmente o diário é publicado quase totalmente na sua integralidade. Não sei se são muitos trechos a mais. Na época em que li esse livro me tocou muito e eu me identifiquei com a Anne porque tinha mais ou menos a mesma idade que ela.

Até hoje, quando me lembro do relato dela, sofro muito e ao mesmo tempo admiro tanta força numa menina tão nova. Além disso, ela escreve maravilhosamente e se expressa muito bem.

Abço

{ Larissa Diehl } on: 10 de janeiro de 2013 16:07 disse...

Que lindo isso, eu como mãe de 3 filhos só tenho que concordar com ela! Li o livro ainda menina mas não lembrava desse trecho! Abraços!

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