as vovós do rock

/ domingo, dezembro 01, 2013 /
Jay Hynes é um fotógrafo de Melbourne (Austrália), especialista em publicidade e fotografias de música. Sua última série, "Grandma's Rok" (em português, Vovós do Rock), é mais-que-demais. O fotógrafo combina as camisas de bandas de rock clássico com senhorinhas em situações rotineiras, como bebendo chá ou conversando ao telefone, de maneira totalmente despretensiosa.

O contraste entre rock e avósices é incrível. Confira.

Grandmas Rock: portrait series by Jay Hynes

Grandmas Rock: portrait series by Jay Hynes

Grandmas Rock: portrait series by Jay Hynes

Grandmas Rock: portrait series by Jay Hynes

Grandmas Rock: portrait series by Jay Hynes

Alguém aí tem uma vovó headbanger?

a mes(m)a

/ segunda-feira, novembro 11, 2013 /
Comecei o blog pra tentar perder o medo de me expôr - mas ainda sinto frio na barriga quando clico no "publicar".

Estive pensando no tempo em que deixo de escrever sobre minhas coisas, meu cotidiano. Sim, isso faz um bem danado! Acredite! Por isso, separei algumas fotos que tirei de um dos meus lugares predileto, o lugar onde passo maior parte do meu tempo, trocando ideias, escrevendo e descrevendo ideias: a mesa na "firma".

No início, a mesa era tímida. Depois, foi ganhando Post-its cheios de palavras e versos (assim como os versos e as palavras me ganham), e tornou-se um cantinho cheio de cor, rabiscos, linhas e traços das pessoas que, inclusive, dividem este espaço comigo.








Com o super-hiper-mega-master kit de canetas que ganhei do Mr. Aliaga.


(Na foto tem Post-it de: AlanDekkaLaiseLelêMayaraPaulinhaRenatoValeska e +)








É isso. Compartilhando um pouquinho sobre o muito que vivo. 24/06/2014

índios sioux

/ segunda-feira, novembro 04, 2013 /

A civilização Sioux (também chamados de Dakota ou Lakotas) é bastante diversificada, e ainda se subdivide em outros três grandes grupos: os Tétons, Yanktons e Santees. Dentro de cada uma dessas divisões temos a presença de uma infinidade de tribos. A origem do termo Sioux tem a ver com a expressão serpente por serem ótimos na guerra.

Em geral, as tribos pertencentes à civilização Sioux se encontravam na atual região nordeste dos Estados Unidos. No início de 1800, havia mais de 170 tribos e centenas de milhares de pessoas que vivem nas planícies, nas montanhas, e nas costas oeste do país. Atualmente, os remanescentes dos Sioux se reduzem a pequenas populações que vivem nos estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul, local marcado pelas pradarias e os rios da bacia do Missouri e do Mississipi.


Os chefes Sioux eram muito respeitosos, principalmente com mulheres e crianças. Diferentemente do que alguns possam imaginar, eles eram calmos, amorosos e pacientes.

Para ser um chefe Sioux, era preciso ter no mínimo 50 anos de idade. Eles sabiam que as pessoas mais vividas são naturalmente mais experientes e sábias. O verdadeiro chefe era dotado de grande compaixão e fidelidade ao grupo, muitas vezes em sacrifício da própria individualidade.

"Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que fizer à teia, estará fazendo a si mesmo.(Chefe Sioux)

Mas, de toda a rica história dos índios Sioux, o mais fascinante é a filosofia de vida que levam os integrantes da tribo. Dotada de um sábio conhecimento, eles usam exemplos simples - extremamente valiosos e fundamentais - que nos fazem ampliar a observação de aspectos que designam excesso ou falta em nossa vida. É belo o que provém de uma necessidade interior da alma. É belo o que é belo interiormente.

As 20 leis dos Sioux:

1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará você, ao menos, falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

Vinicius de Moraes 100 anos

/ segunda-feira, outubro 14, 2013 /

Nascido em 19 de Outubro de 1913, no bairro da Gávea, Rio de Janeiro, Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes era conhecido por muitos como o "Poetinha"  apelido que lhe teria atribuído Tom Jobim  , tem uma obra vasta que passa pela literatura, teatro, cinema, música e até mesmo gastronomia (há um livro lançado recentemente, pela editora Companhia, saiba mais). Durante toda a sua vida, foi conhecido pelos seus textos, frases e canções, que junto de sua simpatia e valorização pela amizade, fez com que conquistasse amigos, fãs e admiradores a redor do mundo.

Em 2013, o poeta completaria 100 anos de idade, mas veio a falecer no dia 9 de Julho de 1980. Dono de uma obra que vai muito mais além do que "Garota de Ipanema", composição sua em parceria com o colega Tom Jobim, Vinicius deixa saudade no cenário da musical.



 "Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil"


Para conhecer um pouco mais sobre esse ícone da cultura brasileira, assista um trecho de "Mosaicos – A Arte de Vinicius de Moraes", programa produzido pela TV Cultura em 2009, que traz participações de Carlos Lyra, Toquinho, Fernando Faro, Anna Luisa, Margareth Menezes, Paula Mirhan.

projeto Beleza Real

/ sexta-feira, outubro 04, 2013 /
O Projeto Beleza Real tem como objetivo mostrar — por meio de intervenções urbana — as histórias reais de pessoas que por culpa do padrão de beleza, que é imposto pela grande parte da sociedade, já sofreram algum tipo de preconceito por serem gordas, magras, altas, baixas, negras, albinas, ou qualquer outra condição linda que a nossa sociedade insiste em falar que não é bom ou bonito.

Em seu blog pessoal, Evelyn Negahamburguer descreve sobre o projeto e aina acrescenta alguns depoimentos que fortalecem a conclusão de que pessoas, principalmente as mulheres, sofrem ao se debruçarem sob a obrigatoriedade da bela forma.

A artista usa utiliza intervenções urbanas como: graffiti, lambe-lambe, stikers; e até mesmo produções digitais, como tirinhas e ilustrações digitais, para abordar temas como feminismo, aceitação do corpo, sexo e cotidiano. Evelyn firma que seu trabalho só faz sentido se estiver passando uma mensagem para o próximo. E, de fato, a artista consegue transmitir - por meio de sua linda arte - motivação e aceitação.

SOMOS LINDOS PORQUE SOMOS REAIS.


domingart

/ domingo, setembro 22, 2013 /
Domingo, chuva, arte, preguiça e saudade. Tudo isso me fez lembrar da esquecida caderneta de anotações que guardo na gaveta, ao lado da cama.

Que delícia é colorir, criar e "perder tempo" rabiscando papéis em branco, não?! Muito me encanta pessoas que, com poucos traços, são capazes de transmitir pensamentos, sensações e um monte de outras coisas gostosas.

Sempre gostei muito de escrever - sou aquele tipo famosa de "escritora de gaveta" -, mas havia um bom tempo que não fazia isso. Pois bem, até fiz uma postagem simples lá no meu Instagram (clique aqui para ver) e, a partir daí, comecei outros rabiscos. E outros. E outros. E outros...


erika kuhn

/ quarta-feira, setembro 18, 2013 /

Psicanalista e ilustradora mexicana, Erika Kuhn explora o lado inconsciente que, inevitavelmente, são impossíveis de serem apenas observados. São para sentir.

Em seu blog, Erika publica ilustrações com alguns poemas, citações e características dos personagens. Isso nos faz refletir e nos envolve com sua arte intrigante.

A artista desenha mulheres com diversas expressões e, utilizando poucas cores, é capaz de transmitir toda sua sensibilidade. Veja alguns de seus trabalhos:






estoy aquí

/ segunda-feira, setembro 02, 2013 /
É fácil encontrar cães de rua, maltratados, descuidados, abandonados por um motivo e/ou outro que, geralmente, passam despercebidos por conta da correria do dia-a-dia das grandes cidades, como o Chile, por exemplo. 

Estoy Aquí é uma intervenção urbana que chama a sociedade para sensibilizar-se com a realidade de milhares de animais que vivem em nossas cidades, esquecidos e ignorados em um mundo onde a rotina e a vida agitada das cidades nos leva a esquecer o quão importante eles são nossos melhores e mais leias amigos.

Pensando nisso, dois estudantes chilenos, Violeta Caro e Felipe Carrasco Guzmán, criaram uma maneira dos cãezinhos chamarem um pouco da atenção dos demais a sua volta.


Vale a reflexão. E não custa absolutamente NADA dedicarmos ao menos 10 minutos do nosso dia - que seja - com o propósito de distribuir um pouco de carinho à esses bichinhos tão amáveis.

Theron Humphrey, Maddie the Coonhound

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as pessoas simplesmente se esvaziam

/ terça-feira, agosto 27, 2013 /
Em 1969, o editor John Martin ofereceu a Charles Bukowski US$100 a cada mês e todo mês de sua vida com uma condição: que ele saísse de seu emprego numa agência do correio se tornasse um escritor. Bukowski, com 49 anos de idade, o fez e em 1971 Martin publicou seu primeiro livro, Post Office pela editora de Martin, a Black Sparrow Press.

Quinze anos depois, Bukowski escreveu a seguinte carta para Martin sobre sua alegria por ter escapado de seu emprego.

12 de agosto de 1986
Olá, John:
Obrigado pela carta. Eu não acho que machuca, às vezes, lembrar como você apareceu. Você conhece os lugares de onde vim. Mesmo as pessoas que tentam escrever sobre isso ou fazer filmes sobre isso, não conseguem entender direito. Eles chamam de ’9 às 5′. Nunca é das 9 às 5, não há paradas para refeições nesses lugares, na verdade, em muitos deles, para se manter o trabalho, você nem almoça. E, tem também as horas extras que os livros nunca contabilizam da forma certa e se você reclamar, há sempre outro sacana pra pegar o seu lugar. Você conhece meu ditado antigo: “A escravidão nunca foi abolida, ela apenas foi estendida para incluir todas as cores”.
E, o que machuca é a consistente diminuição de humanidade daqueles que lutam para manter seus trabalhos que não querem mas tem medo que as alternativas sejam piores. As pessoas simplesmente se esvaziam. São corpos cheios de medo e mentes obedientes. A cor deixa seus olhos. A voz se torna feia. E o corpo. O cabelo. As unhas. Os sapatos. Tudo fica. Como um jovem, eu nunca acreditei que as pessoas pudessem deixar suas vidas serem levadas a essa condição. Como um velho homem, eu ainda não posso acreditar. Por que eles fazem isso? Sexo? TV? Um carro ou pagamentos mensais? Ou crianças? Seus filhos vão fazer o mesmo que eles fizeram?
Antigamente, quando eu era jovem, eu ia de emprego em emprego e fui idiota o suficiente para às vezes falar para meus companheiros de trabalho: “Ei, o chefe pode vir aqui a qualquer momento e nos mandar embora, assim, você não percebe isso?”Eles então, só olhavam pra mim. Eu estava falando algo que eles não queriam que entrasse em suas mentes.
Agora, na indústria, há demissões em massa. São demitidos centenas e milhares e suas faces são assustadas: 
“Eu dei 35 anos…” 
“Isso não está certo…” 
“Eu não sei o que fazer…” 
Eles nunca pagam os escravos o suficiente para serem livres, apenas o suficiente para ficarem vivos e voltarem para o trabalho. Eu posso ver isso. Por que eles não conseguem? Eu percebi que um banco de praça era tão bom quanto ou ficar em um bar, bom igual. Por que não chegar lá antes de me colocarem lá? Por que esperar? 
Eu me lembro uma vez, enquanto trabalhava como um empacotador em uma empresa de luminárias, um dos empacotadores falou: “Eu nunca vou ser livre!” Um dos chefes estava passando (seu nome era Morrie) e deixou escapar uma deliciosa risada, apreciando o fato de seu subordinado estar preso por toda vida. 
Então, a sorte que eu tive de sair desses lugares, não importa quanto tempo tenha tomado, me deu um tipo de alegria, um sentimento de milagre. Eu agora escrevo de uma mente velha e de um velho corpo, de um tempo onde a maioria dos homens nem pensa em chegar, mas já que comecei tão tarde, eu devo pra mim mesmo continuar e, quando as palavras começarem a faltar e eu precisar de ajuda pra subir uma escada e não possa mais distinguir um pássaro de um clip de papel, mesmo assim, eu ainda sinto que algo em mim irá lembrar (não importa quão longe eu vá) como eu escapei do assassinato, da trapalhada e do trabalho duro, até pelo menos, chegar a ter uma maneira generosa de morrer. 
Não haver deixado perder totalmente a vida de alguém parece ser uma realização valiosa, pelo menos pra mim.


Seu garoto,
Hank

A gente sempre tem alguma coisa engasgada, né?

ilustrações icônicas

/ segunda-feira, agosto 19, 2013 /
Um pouco similar com o que fez Candice Milon (postei sobre ela e seu trabalho lá no Publicitário Pobre), o designer Fred Birchal criou uma série de ilustrações que, através de ilustrações de silhuetas e figurinos característicos, é possível identificar alguns personagens de clássicos do cinema e séries de TV.

Com uma pitada minimalista, o desing aprimora tanto as formas quanto as cores para tornar a ilustração legível.


ARTIST'S BIO
Frederico Santana Birchal

"Gosto de tudo o que é criativo, desde as mais simples formas do Futurismo dos anos 60, às mais complexas e detalhadas obras do Renascimento. Um tanto convicto de minhas ideias, acredito que um bom design pode mudar o rumo de muita coisa."

Entre em contato com o artista: fredbirchal@gmail.com
Ou pelo site: www.fredbirchal.daportfolio.com

o que é amar (por Bakunin)

/ domingo, agosto 18, 2013 /
Tive acesso ao assunto desta postagem através de um compartilhamento no Facebook (ah, o Facebook...) e senti a necessidade de compartilhar aqui, em meu pequeno grande espaço.

NOTA BIOGRÁFICA: Mikhail Bakunin (1814-1876), de origem aristocrática, que percorreu toda a Europa como ativista revolucionário e exilado político, foi um dos fundadores da Associação Internacional dos Trabalhadores, também conhecida por I Internacional, sendo uma das figuras mais importantes do movimento e do pensamento anarquista. Da sua bibliografia destaca-se o livro Deus e o Estado.

A carta reproduzida abaixo tem data de 29 de Março de 1845 e foi enviada de Paris por Bakunin ao seu irmão Paulo.



"Continuo a ser eu próprio, como antes, inimigo declarado da realidade existente, só que com uma diferença: eu parei de ser um teórico, eu venci, enfim, em mim, a metafísica e a filosofia, e entreguei-se inteiramente, com toda a minha alma, ao mundo prático, ao mundo dos factos reais.

Acredite em mim, amigo, a vida é bela; agora tenho pleno direito de dizer isto porque parei há muito tempo de olhá-la através das construções teóricas e de conhecê-la somente em fantasia, pois experimentei efetivamente muitas das suas amarguras, sofri muito e entreguei-me frequentemente ao desespero.

Eu amo, Paulo, amo apaixonadamente: não sei se posso ser amado como gostaria que fosse, porém não me desespero; sei, pelo menos, que tem muito simpatia por mim; devo e quero merecer o amor daquela a quem amo, amando-a religiosamente, ou seja, ativamente; ela está submetida à mais terrível e à mais infame escravidão e devo libertá-la combatendo os seus opressores e incendiando no seu coração o sentimento da sua própria dignidade, suscitando nela o amor e a necessidade da liberdade, os instintos da rebeldia e da independência, fazendo-lhe recordar a sensação da sua força e dos seus direitos.

Amar é querer a liberdade, a completa independência do outro; o primeiro ato do verdadeiro amor é a emancipação completa do objeto que se ama; não se pode amar verdadeiramente a não ser alguém perfeitamente livre, independente, não só de todos os demais, mas também e, sobretudo, daquele de quem é amado e a quem ama.

Esta é a profissão da minha fé política, social e religiosa, aqui está o sentido íntimo, não só dos meus atos e das minhas tendências políticas, mas também, tanto quanto me é possível, da minha existência particular e individual; porque o tempo em que poderiam ser separados estes dois gêneros de ação está muito longe da gente; agora o homem quer a liberdade em todas as acepções e em todas as aplicações desta palavra, ou então não a quer de modo algum; querer a dependência daquele a quem se ama é amar uma coisa e não um ser humano, porque o que distingue o ser humano das coisas é a liberdade; e se o amor implicar também a dependência, é o mais perigoso e infame do mundo porque é então uma fonte inesgotável de escravidão e de embrutecimento para toda a humanidade.

Tudo que emancipa os homens, tudo que, ao fazê-los voltar a si mesmos, suscita neles o princípio da sua vida própria, da sua atividade original e realmente independente, tudo o que lhes dá força para serem eles mesmos, é verdade; tudo o resto é falso, liberticida, absurdo. Emancipar o homem, esta é a única influência legítima e bem-feitora.

Abaixo todos os dogmas religiosos e filosóficos – que não são mais que mentiras; a verdade não é uma teoria, mas sim um facto; a vida é a comunidade de homens livres e independentes, é a santa unidade do amor que brota das profundidades misteriosas e infinitas da liberdade individual."

sorrisos que inspiram

/ quinta-feira, agosto 08, 2013 /
"The photo defined by the absence of limitations between observation and action (where bodies are purified in ways to forever contrast and harmonize with timeless rhythm) hints at an environment that can both oppress or release. It catches the invisible, traps the moment and in doing so reveals an unconditional and compassionate love for the world seeking only to break the limitation of life and art...", trata-se de uma bela descrição do trabalho que faz Renan Rosa, fotógrafo que encanta e desencanta olhares e sorrisos por todos os lugares do mundo.


Renan já passou por mais de 50 países, durante 12 anos de viagens pelo mundo. O fotógrafo já teve seu trabalho reconhecido em diversos concursos, participou de projetos de exposição - ao lado da produtora cultural Aline Stümer -, teve fotografias estampando revistas renomeadas, além de se destacar como vencedor da Foto do Mês na revista National Geographic Brasil, em 2011.





É realmente incrível o modo com as fotos são espontâneas e delicadas. Um belo trabalho, reproduzido por uma sensibilidade singular, carregada de profissionalismo e naturalidade. Renan consegue capturar e materializar, através de suas lentes, momentos únicos que serão eternizados pelas experiências, histórias e diferenças que cada fotografia é capaz de transmitir.

Todo e qualquer preconceito é eliminado diante de tanta cor e emoção.








Gratidão pelos sorrisos. Gratidão pela simplicidade da vida. Gratidão à Renan Rosa, pelas lindíssimas imagens. E, para conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho e história de vida, acesso sua página clicando aqui.

Agradecimentos: Título do post por Petit Gabi; fotos cedidas ao Obvious, por Renan Rosa.